Crepúsculo Externamente Cultural – Kandinsk na Praça da Liberdade

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O Crepúsculo – Centro de Desenvolvimento Humano realiza periodicamente atividades externas com os seus atendidos no intuito de oferecer a inclusão como um real exercício de cidadania através da arte, cultura, lazer e entretenimento.

Na busca da prática desse ideal, os participantes do Projeto Diversidade e Protagonismo, visitaram no dia 12 de junho (sexta-feira) no horário de 13:30 às 15:30 horas, a exposição “Kandinsky – Tudo começa num ponto”, situado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB – Praça da Liberdade, 450 – Funcionário, BH).

A visita ao Circuito Cultural Banco do Brasil foi realizada dentro do projeto CCBB Educativo que visa atender de melhor maneira possível a todas às pessoas com limitações aparentes ou não aparentes. Segundo a coordenadora geral do CCBB Educativo, Daniela Chindler, além de promover a acessibilidade, o programa pratica a inclusão. A equipe de Belo Horizonte promove visitas exclusivas e especialmente elaboradas para pessoas com deficiências físicas, incluindo uma educadora fluente em libras, a Débora Pinheiro.

Para os atendidos do Crepúsculo, segundo a coordenadora Sílvia Carvalho foi muito gratificante e engrandecedor, pois, as atividades oferecidas durante a visita complementaram o trabalho de inclusão desenvolvido por ela e as estagiárias, junto aos atendidos e também porque foi fornecido com antecipação, pelo CCBB, um material para que fossem apresentados, pelas estagiárias no Crepúsculo, a história e o trabalho de Kandinsky, antes da visitação.

As falas das atendidas Ana Virgínia, Ione Campos e Rebeka de Oliveira, confirmam o que disse sua coordenadora. Elas gostaram das pinturas, de vestir as roupas e simular serem os quadros, e tiveram que descobrir qual objeto estava em uma caixa fechada, apenas com o toque das mãos, para depois compará-los com o que viram nas obras de Kandinsky. Ione afirmou que gostou de tirar fotos, Rebeca lembrou que teve que sentir o cheiro das coisas e dizer se lembrava algum objeto e Ana Virgínia gostou da pintura de São Jorge, apesar de ser “um pouco diferente”, disse Ana.

A estagiária de fonoaoudiologia Bárbara Souza afirmou: “as atividades propostas pela equipe do Educativo foram muito interessantes e ficou marcado para os participantes do Diversidade e Protagonismo, o universo do pintor Kandinsky, proporcionado pela sinestesia, mistura de sentidos, e abstração. Os participantes foram questionados: “O cheiro tem cor?, E o som tem cor?”, durante as atividades todos confirmaram, que pode ter sim, que a nossa mente e memória corriqueiramente faz essas associações”.

Após a visitação ao CCBB houve um pic-nic recreativo na própria Praça da Liberdade. Um lanche coletivo, onde cada um levou algo para ser partilhado entre todos os amigos, foi o desfecho do passeio, que as participantes descreveram com as seguintes palavras: “Me senti livre e corri e gritei na praça durante o pic-nic” disse Rebeka de Oliveira. Para Ione Campos além de poder lanchar com os amigos, ela lembrou que já havia visitado a Praça da Liberdade, que estava toda enfeitada, pois era Natal e Ana Virgínia disse que levou sanduíche, mas que todos compartilharam os lanches, e havia mirabel, bolo de chocolate, torrada, suco e que ela andou na praça entre as árvores e viu flores e passarinhos.

Por Elmo Gomes

 

 

 

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