Personalidade do mês – Setembro – João Vitor

BIC – Boletim Informativo do Crepúsculo – Setembro
agosto 29, 2019
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JOÃO VITOR FERREIRA CARVALHO:

um pouquinho da sua história

Contada por seus pais: Aristides e Silvia.

 

João Vítor Ferreira Carvalho, tem 18 anos.

Nasceu em 14 de Novembro de 2000, em Belo Horizonte/MG

Está no Crepúsculo há 1 ano e 8 meses, onde se sente muito feliz.

      

Depois do nascimento de nossa filha mais velha, Ana Luisa, planejamos ter mais filhos. Quando tivemos a notícia de uma nova gravidez, ficamos muito alegres. Durante o acompanhamento do Pré-Natal foi-nos revelado que era um menino. Após recebermos essa notícia, nos mobilizamos para pensar em um nome.

Silvia e eu, sentamos por algumas vezes na varanda e discutimos algumas alternativas. Escolhemos João Vitor.

JOÃO: BONDADE; VITOR: DE VITÓRIA.

Com a definição do nome, começamos a conversar com o nosso bebê, que ainda estava na barriga da mãe.

A gravidez caminhou bem, sem nenhuma intercorrência. Estávamos todos na expectativa do parto.

No dia 14 de novembro de 2000, Silvia entrou em trabalho de parto e João Vitor nasceu. Foi parto normal, no Hospital das Clínicas da UFMG. Ficamos todos radiantes com a sua chegada.

Nos primeiros meses, tudo caminhava bem, dentro da regularidade. Entretanto, quando João Vitor estava com quatro meses, percebemos algumas alterações em seu desenvolvimento. Após as avaliações de alguns médicos especialistas, foi constatado atraso no desenvolvimento neuromotor. Aos cinco meses iniciamos as sessões de fisioterapia. Meses depois adicionamos a Terapia Ocupacional e, posteriormente, a fonoaudiologia.

Nessa época morávamos no bairro Coração Eucarístico. Entramos em contato com o Centro Pedagógico, uma escola que se localizava próximo à nossa residência, para que João Vitor pudesse frequentar. Deu tudo certo. A equipe era muito atenciosa e competente. Conciliávamos o Centro Pedagógico com as sessões de Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia. Foi um período muito bom para ele.

   

Com o passar do tempo incluímos as sessões de equoterapia e hidroterapia, que João Vitor realizou durante alguns anos. Em relação a equoterapia guarda alguns troféus como boa lembrança desse período.

Quando mudamos para o bairro Santo Agostinho, meses depois do nascimento da nossa terceira filha, Maria Clara, transferimos o João Vitor para a Escola Cecilia Meireles. Sentia-se bem na Escola. Estávamos muito felizes com a atenção e o carinho dos professores e da direção. Entretanto, como percebemos que, com o passar dos anos, as turmas iam avançando e João Vitor tinha dificuldade de acompanhar as atividades escolares, reavaliamos com uma psicóloga sobre a continuidade ou não nessa escola. Ela, após se inteirar do desenvolvimento do João Vitor, sugeriu-nos encaminha-lo para uma escola especial. No início ficamos em dúvida se seria uma boa opção, mas reavaliamos com muito cuidado o que seria melhor para ele e passamos a nos informar sobre algumas escolas.

Nesse período, mesmo com vários esforços por meio das terapias realizadas, João Vitor não teve avanços na marcha. Para facilitar a sua socialização, sob orientação profissional, providenciamos uma cadeira de rodas. Com ela ele passou a ter mais independência e a interagir com as pessoas.

Ao buscarmos uma escola especial, a primeira experiência do João Vitor não foi muito boa. Passamos a procurar uma outra opção de escola.

Tivemos a alegria de encontrar a escola Brincar, que foi um achado na vida do João Vitor. Nessa escola ele se sentia muito bem. Cresceu muito.

Nesse período iniciamos o atendimento domiciliar de psicologia, que foi muito importante para a vida do João Vitor. Na escola Brincar conversamos sobre a sua alfabetização e nos foi sugerido o nome de um psicoterapeuta. O psicólogo e o psicoterapeuta estão, até hoje, realizando os atendimentos ao João Vitor.

Quando João Vitor estava para completar 17 anos tivemos uma conversa com a equipe do Brincar. Na ocasião nos falaram que a parte cognitiva do João Vitor era muito boa e que seria importante que reavaliássemos um outro espaço para ele. Foi aí, então, que ficamos sabendo de diferentes locais em Belo Horizonte, dentre eles o Crepúsculo.

Como o João Vitor estava muito bem adaptado ao Brincar, ficamos em dúvida como seria essa mudança. Pensamos em algumas alternativas. Ao final, optamos em fazer a transferência de forma completa e verificar como ele iria reagir. Para nossa surpresa, ele adorou o Crepúsculo logo nos primeiros dias.

Hoje, no Crepúsculo, João Vitor está muito feliz. Gosta do espaço, das pessoas, das atividades realizadas. Mesmo nos períodos de férias ou de feriados prolongados, nos pergunta sobre quando voltará para o Crepúsculo. Percebemos que ele está numa fase muito boa da vida.

Esse breve relato traz em suas entrelinhas as descobertas e aprendizados que juntos fizemos na convivência com João Vitor, o que nos amadureceu e facilitou o nosso relacionamento e a nossa comunicação com ele.

Em casa nós o percebemos mais alegre, sempre com suas tiradas engraçadas e atento a tudo o que acontece. Percebemos o quanto está mais tranquilo e feliz. Isso para nós é motivo de muita alegria.

João Vitor em breve completará 19 anos. Está em um ótimo momento da vida, graças ao acolhimento de várias pessoas, dentre as quais destacamos a equipe do Crepúsculo, por quem ele tem um carinho muito grande e nós também.

PING PONG COM JOÃO VITOR:

Um sonho: Companhia

Uma música:Aleluia /Sossego (Tim Maia)

Um filme: Intocáveis

Um livro: –

Um time: Atlético Mineiro(Galo)

Uma cor: Azul

Uma paixão: Érica

 

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